Direto de Minas - Blog

Minas Gerais é um estado privilegiado com inúmeros municípios incríveis que valem muito a pena serem visitados pelo menos uma vez na vida. Fazer isso de carro é ainda mais interessante, por que é possível ter muito mais autonomia em seguir o roteiro de forma mais livre e flexível. A boa notícia é que em Minas há cidades turísticas e interessantes próximas uma da outra e é possível aproveitar bastante em uma semana de viagem. Pensando nisso, trouxemos 7 roteiros em Minas Gerais para vocês aproveitarem.   1 Sabará, Serro e Diamantina   Casinhas coloniais, belos artesanatos e o carisma mineiro com certeza você encontrará nesse roteiro. Sabará possui mais de 300 anos de história e se destaca pela riqueza cultural e pelas belezas da arquitetura, que remetem ao período do ciclo do ouro. Seguindo 235 km pela MG-050 o próximo destino é o Serro, que está localizado na região da Serra do Espinhaço, a explicação para a boa quantidade de ladeiras e morros existentes na cidade. Serro foi o primeiro município brasileiro a ter o conjunto arquitetônico e urbanístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ainda na década de 30, e é conhecida pela produção do queijo. E para finalizar esse roteiro, dê uma esticadinha, cerca de 90 km, até a famosa Diamantina e confira as belezas da cidade por entre as ladeiras e monumentos históricos. Tem as igrejas, a Casa de Juscelino Kubitschek, a Vesperata e muito mais!   2 Itabirito, Ouro Preto e Mariana   Bem próximo da capital mineira está Itabirito, cidade sede da Fábrica da Felicidade da Coca-Cola, que tem um passeio interativo, e a Mercearia Paraopeba, uma típica venda mineira. Distante pouco mais de 40 km, Ouro Preto também foi a primeira cidade brasileira a receber o título pela Unesco de Patrimônio Mundial da Humanidade, em 1980. A cidade guarda igrejas e museus, que são verdadeiras aulas de história. Coladinho em Ouro Preto está Mariana, a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais. O passeio de trem e a visita a Mina da Passagem são imperdíveis!   3 Congonhas, São João del-Rei e Tiradentes   As cidades históricas conferem um charme a mais ao estado. São ladeiras e casinhas coloniais que remetem a uma viagem no tempo. Congonhas reúne importantes trabalhos de Aleijadinho. O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, ícone da cidade, é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade e é uma das principais obras do barroco. Distante 112 km dali, está São João del-Rei. Na cidade vale a pena caminhar pelos pontos turísticos, visitar as igrejas e museus e fazer o imperdível passeio de Maria-Fumaça até a cidade de Tiradentes. São 12 km pelos trilhos e o passeio dura cerca de 35 minutos. Em Tiradentes também não faltam atrações. No cenário gastronômico singular, é possível (e indicado) provar os deliciosos pratos de comida tipicamente mineira. E para se encantar com o artesanato, tem diversas lojinhas no centro histórico.   4 Carrancas, São Thomé das Letras e Aiuruoca   Estas cidades atraem místicos, hippies, roots e curiosos em busca do que a natureza tem a oferecer. Renovar as energias em uma das muitas quedas d’água de Carrancas é de lei. A distância de Carrancas para São Thomé é pouco mais de 80 km no trajeto mais rápido. A pirâmide de pedra e o Vale das Borboletas são os principais atrativos de São Thomé. Aiuruoca está distante uns 70 km de São Thomé e a tranquilidade típica do sul de Minas impera na cidade. São muitas cachoeiras, poços, mirantes e trilhas. O lugar favorito dos visitantes é o Vale do Matutu.    5 Monte Verde, Gonçalves e Extrema   O roteiro ideal para quem curte um friozinho em qualquer época do ano. As cidades estão bem próximas da fronteira com São Paulo, em meio a Serra da Mantiqueira e costumam apresentar temperaturas amenas em relação aos demais municípios do estado. Monte Verde, distrito de Camanducaia, é um dos locais mais românticos e charmosos de Minas Gerais. Uma pequena vila de montanhas verdes cercada por pinheiros, conhecida também como a Suíça Mineira, já que a região possui a natureza privilegiada e baixas temperaturas durante todo o ano. A cerca de 80 km de Monte Verde está Gonçalves, uma cidade que ainda carrega um ar bem interiorano, mas com uma pegada descolada e moderninha. Refúgio perfeito para quem quer fugir da metrópole, se embrenhar pelas estradas de terra e sentir o cheiro do mato, sem perder o charme e o conforto da cidade! A pouco mais de 70 km está Extrema, cidade que se destaca nos segmentos de ecoturismo, turismo rural, religioso e de aventura. Possui cinco rotas turísticas principais: Rosas, Sol, Ventos, Águas e Pedras.   6 São Lourenço, Caxambu e Baependi   Se o desejo for relaxar nas termas do Sul de Minas e aproveitar o turismo de bem-estar, esse é o roteiro ideal. As propriedades medicinais das cidades do Circuito das Águas possuem fama mundial. A BR-383 liga Caxambu a São Lourenço, e em 30 minutos é possível transitar de uma cidade para a outra. Os municípios oferecem opções para todas as idades com belos parques, passeio de pedalinho e teleférico. Em Caxambu ainda há um gêiser que expeli água morninha e os turistas adoram. E antes de ir embora da região, vale a pena conhecer Baependi, terra de Nhá Chica, cidade que está na rota de peregrinação em Minas e no caminho entre São Lourenço e Caxambu.   7 Capitólio, São Roque de Minas e Araxá   Uma das febres do momento está nesse roteiro. Capitólio tem ganhado mais fãs a cada dia. Não é para menos, já que a cidade oferece uma vista de cair o queixo da parte alta dos cânions. Navegar pelo Lago de Furnas, por entre os paredões rochosos, também é uma experiência maravilhosa. São muitas opções para quem gosta de ecoturismo e de contemplar as belezas da natureza. Apenas 100 km separam Capitólio de São Roque de Minas, por isso, ao seguir viagem não se esqueça de visitar uma das fazendas produtoras do famoso e delicioso queijo canastra. Outra atração é o Parque Nacional, que guarda a nascente do rio São Francisco e a cachoeira Casca D´anta. E para fechar o roteiro, a dica é seguir viagem por mais uns 115 km até Araxá. Na cidade que nasceu encravada em um vulcão extinto, as águas tem propriedades terapêuticas e radioativas, que atraem centenas de visitantes todos os anos.   Viu como é possível fazer um roteiro de carro por Minas Gerais?  Conta pra gente nos comentários qual o seu roteio preferido!
Minas Gerais tem uma tradição de séculos na produção artesanal. De tal forma ao ponto de podermos falar em um artesanato mineiro . Uma viagem por Minas Gerais traz sempre o tempero da gastronomia local, o carinho da hospitalidade e a beleza de suas paisagens naturais e históricas. Mas fica ainda mais gostosa se for recheada com o teatro, a música, a literatura e o artesanato mineiro, que encantam pelo Brasil afora. E, em se tratando de artesanato, você tem muito a descobrir em Minas Gerais! Por aqui, materiais como cerâmica, madeira, pedra-sabão e ferro dão vida a belíssimas peças, que decoram casas e estabelecimentos no mundo inteiro. Muita gente conhece e logo identifica, por exemplo, a famosa cerâmica do Vale do Jequitinhonha, as detalhadas peças de pedra-sabão de Ouro Preto ou a rica prataria feita em Tiradentes e São João Del-Rei. Essas são algumas das vocações do artesanato mineiro.   Onde encontrar artesanato mineiro em pedra-sabão?   Desde o século XVIII, a pedra-sabão é extraída das minas em Santa Rita de Ouro Preto para dar forma a joias, panelas e outros utensílios. Diversos artesãos se concentram hoje na região da histórica Ouro Preto, aproveitando os turistas para vender seu artesanato. A tradicional Feira do Largo do Coimbra reúne mais de 50 artistas especializados e mostra a diversidade de peças e criações.   Onde encontrar artesanato mineiro em madeira?   O vilarejo de Bichinho, a 7 km de Tiradentes, ganhou fama nos anos 1990, quando o coletivo de artesãos Oficina de Agosto foi criado. A partir de então, os móveis e esculturas feitos em madeira de demolição foram ficando famosos e passaram a ser vendidos em todo o Brasil e até mesmo no exterior. A pequena Bichinho, que tem o nome oficial de Vitoriano Veloso, passou a atrair viajantes de todo o Brasil.   Onde encontrar artesanato mineiro em cerâmica?   No nordeste do estado, o Vale do Jequitinhonha ganhou fama pelos baixos índices de desenvolvimento social, mas também pela riqueza cultural destacada pela produção de cerâmica. Herança de influências indígenas, a tradição de fazer peças utilitárias a partir do barro foi passando de mãe para filha até os dias de hoje. Se aprimorou e ganhou o mundo. Atualmente, as mulheres do Vale, conhecidas como paneleiras, são responsáveis pela criação e comercialização de bonecas encantadoras e únicas, flores, animais e peças decorativas que vão muito além dos utensílios domésticos iniciais. Em uma viagem pelo Vale do Jequitinhonha é possível não só conhecer de pertinho a produção do artesanato mineiro, mas também as mulheres responsáveis por essa arte. E dá até para arriscar seu talento nas oficinas de cerâmica!   E tem mais! No município de Curvelo, é impossível não se surpreender com as esculturas de ferro da Dedo de Gente, uma cooperativa que incentiva a produção de artesanato mineiro e brasileiro entre jovens através de “fabriquetas”. Além da arte em ferro, que é o grande carro-chefe da organização, os jovens trabalham com madeira, bordados, reciclados, culinária e outros produtos. Visitar a loja da Dedo de Gente, no centro da cidade, é um passeio inspirador! Já a cidade histórica de São João Del Rei ganhou fama pela sua produção de artesanato mineiro em estanho, que tem até selo de qualidade. O estanho era muito usado no dia a dia pela nobreza europeia até ser deixado de lado pela porcelana. No Brasil, outros produtos também substituíram o material, que virou produto mais apreciado por colecionadores. São João Del Rei ainda abriga a mais antiga fábrica de estanho do Brasil, a John Sommers, e o Museu do Estanho.   Deu saudade de viajar e trazer aquele monte de artesanato de decoração, não é? Mas lembre-se que não é apenas decoração, você leva na bagagem uma parte da cultura de onde visitou, e não somente um souvenir.
O QUEIJO MINAS ARTESANAL Existem relatos da existência, e produção, de queijo artesanal em Minas Gerais a partir do século XVIII, em diversas regiões do Estado. Como todo queijo artesanal feito no Brasil, os queijos de Minas Gerais vêm da tradição portuguesa. O queijo servia para a alimentação das famílias locais e também era vendido para outras regiões através dos tropeiros. Sua importância econômica para milhares de famílias é inegável, mesmo porque, na sua maioria, representa hoje sua única fonte de renda. No princípio, os queijos de Minas eram feitos com leite de vaca, que era coagulado à base de retículo (parte do estômago) seco e salgado de bezerro e cabrito. Na Canastra, era comum o uso de partes do estômago de tatus. Em seus primórdios, utilizava-se bancadas e formas de madeira. Nas diversas regiões produtoras de Minas Gerais, o produtor utiliza o leite de sua própria produção, além do sal, coalho industrial e fermento natural, o pingo, que consiste no soro retirado da produção do dia anterior. O modo artesanal de produzir queijo vem se mantendo ao longo do tempo na sua essência, com algumas mudanças que visam a melhoria da qualidade do produto e sua sanidade. As “casinhas” de queijo estão maiores e melhor equipadas. O material utilizado para produção do queijo deve ser de fácil higienização. Preferencialmente devem ser utilizados materiais de PVC, INOX, polietileno/fibra de vidro. As prateleiras para maturação dos queijos podem ser de madeira. Os manipuladores também passam por cursos de boas práticas de fabricação e utilizam acessórios para minimizar o risco de contaminação. O importante é a manutenção da cultura e história dos produtores e das regiões. Há mais de 10 anos o Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado da Agricultura, a Emater e o Instituto Mineiro de Agropecuária, vem trabalhando para criar e aperfeiçoar a legislação estadual pertinente aos queijos artesanais, bem como vem intensificando esforços no reconhecimento das regiões produtoras no estado. A Lei Estadual 14.185/02 descreve as características próprias do queijo artesanal bem como o processo e normas para sua fabricação. A lei determina também a necessidade Associação dos Produtores de Queijo Canastra Associação dos Produtores de Queijo Canastra  de cadastramento do produtor no Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA para que o seu produto seja autorizado para comercialização no Estado de Minas Gerais. O estado de Minas Gerais possui aproximadamente 290 produtores cadastrados no IMA e 03 com registo no SISBI. Número baixo que pode ser explicado pela dificuldade destes em se adequarem, seja por questões de ordem financeira ou cultural, e pelo pequeno resultado prático do cadastramento, já que o produto (com selo do IMA) não pode ser comercializado fora do estado e não percebeu-se ainda uma agregação de valor significativa no produto cadastrado. Em relação à comercialização do produto para outros estados, o Ministério da Agricultura publicou a Instrução Normativa nº 30, em agosto de 2013, o que possibilita que os produtores de Queijo Minas Artesanal requeiram seu registro no SISBI-POA – Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal junto ao IMA. Atualmente temos 7 regiões reconhecidas pelo Estado de Minas Gerais como produtoras do Queijo Minas Artesanal: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro. É o mesmo tipo de queijo, o Queijo Minas Artesanal, que se diferenciam pela sua origem. Os atributos do território (solo, clima, relevo, altitude, pastagem, aspectos humanos e culturais) determinam as características do produto. Cada região tem sua história, seus costumes, suas tradições, seu povo, seu queijo.  REGIÃO DO QUEIJO DA CANASTRA: IDENTIDADE E ORIGEM Dentre as regiões produtoras de queijo artesanal, em Minas Gerais, acreditamos que a Canastra é a mais conhecida, fama que ultrapassa as fronteiras do Estado. Além de se produzir um queijo diferenciado, de sabor característico, esta região ainda possui belezas naturais já relatadas por antigos naturalistas que por lá andaram nos séculos anteriores. A fabricação e consumo do queijo na região da Canastra se confundem com a história do povoamento local, iniciado com a busca de minerais e pedras preciosas. Relatos de naturalistas, contratados na época do império, são ricos em descrições detalhadas da vegetação, tipo de solo, serras, rios e seus habitantes. Entre os costumes e hábitos alimentares descritos, o queijo, fabricado de forma artesanal, já era incluído. Na região da Canastra a produção do queijo artesanal é um fator cultural de significativa importância sócio-econômica para grande parte das famílias rurais. Segundo um levantamento realizado pelo Sebrae em 2014, a atividade emprega aproximadamente 2.000 pessoas, sendo 78% de mão de obra familiar. São produzidos 16.500 kg de queijo por dia, com uma produção média diária de 20 queijos por produtor. A produção de queijo artesanal é feita na região da Canastra, de modo tradicional, nos seguintes municípios: Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí e Vargem Bonita. Estes municípios possuem várias particularidades naturais, socioculturais e econômicas em comum, encontradas somente nesta região. Entre elas, o modo de se fazer o queijo artesanal. O reconhecimento da região como produtora do Queijo da Canastra resultou na concessão do registro de Indicação de Procedência, em 2012, pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. Antes disso, em 2008, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, concedeu o título de patrimônio cultural imaterial brasileiro ao queijo da Canastra. As condições físico-ambientais encontradas na área delimitada são favoráveis à produção de queijo, certamente devido a um ambiente propício ao desenvolvimento de bactérias típicas, que promovem o sabor característico do queijo tão apreciado pelos consumidores. Existe uma maneira própria de fazer os queijos que vai desde a ordenha até sua posterior maturação. Economicamente, o queijo desta região tem um significado expressivo, sendo que em alguns municípios é a principal fonte de renda e empregos, notadamente para os agricultores familiares. Na busca da geração de valor ao produto, há três anos o Sebrae iniciou um trabalho em conjunto com a Aprocan buscando evoluir no conceito da identidade do território. Antes disso, por iniciativa de um produtor de São Paulo em uma parceria com dois produtores da região, fez com que o queijo curado aparecesse novamente nas casas dos consumidores. O projeto do Sebrae Minas é direcionado para a implementação da estratégia definida a partir da identidade da região. Os produtores já alcançaram novos mercados para seus produtos, através de novos canais de comercialização, o que gerou aumento no valor agregado do produto e consequente melhoria no preço de venda. A identidade da Região do Queijo da Canastra está sendo trabalhada nos diversos canais de comercialização e comunicação existentes, configurando em importante inovação do mercado de queijos artesanais brasileiros. O Sebrae Minas continua se dedicando ao território, com ações que virão a consolidar o reconhecimento e proteção da origem, a valorização dos produtores e a disseminação da sua estratégia de identidade. A inserção de novos produtores no processo, a abertura de novos mercados, a identificação de novos canais de comercialização, a interface com o turismo e a efetivação dos instrumentos de proteção formam a base da atuação do Sebrae Minas juntamente com a Aprocan.
O  Queijo Canastra  é um tipo de  queijo   brasileiro , de origem e produção de  Minas Gerais , na região da Serra da Canastra. Produzido há mais de duzentos anos, ele é primo distante do queijo de São Jorge, Açores, Portugal, trazido pelos imigrantes da época do Ciclo do Ouro. O clima, a altitude, os pastos nativos e as águas da Serra da Canastra dão a esse queijo um sabor único: forte, meio picante, denso e encorpado. Desde maio de 2008 o queijo canastra é patrimônio cultural imaterial b Como consumir O queijo Canastra deve ser consumido curado ou meio curado, com pelo menos uma semana de maturação. Com o passar dos dias, ele adquire uma bela cor dourada e vai enrijecendo de fora para dentro. É boa companhia para uma cerveja gelada, cachaça ou vinho tinto. Também é consumido fresco, com até 4 dias,quando se mostra branco e parecido – e até confundido – com o tradicional queijo Minas industrializado. rasileiro, título concedido pelo IPHAN, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Como conservar O consumidor que levar o queijo para casa deve mantê-lo sempre em local fresco e ventilado. Para que a maturação seja perfeita, o queijo deve descansar sobre um prato ou uma tábua de madeira e ser virado uma vez por dia. O Canastra estraga se ficar fechado mais de um dia em sacos plásticos. Antigamente, devido à precariedade dos transportes, o queijo ficava até 40 dias nas prateleiras dos produtores para depois sair em carros de bois ou no lombo de burros e cavalos para a distribuição. Hoje, o consumo é mais rápido e por isso pouca gente chega a apreciá-lo no ponto certo de maturação. Onde encontrar O queijo Canastra pode ser encontrado em diversos produtores situados nas redondezas e proximidades do Parque Nacional da Serra da Canastra. A região reconhecida pelo INPI e IPHAN como produtora da iguaria engloba sete municípios:  Bambuí , Delfinópolis,  Medeiros ,  Piumhi ,  São Roque de Minas ,  Vargem Bonita  e Tapiraí. Como é feito Para produzir um queijo do tamanho tradicional, com peso de cerca de 1 kg e 300 g, são utilizados aproximadamente dez litros de leite. Depois da ordenha, o leite é colocado em um tanque onde recebe o coalho e o “pingo”, uma espécie de fermento líquido, extraído da produção do dia anterior. Depois de algum tempo, o leite talha e é retirado em porções de massa que são espremidas manualmente e colocadas em moldes redondos. Por cima da massa cuidadosamente compactada, vai o sal grosso. Por baixo da forma, o soro escorre finalizando um processo que dura 24 horas. Só então o queijo sai dos moldes e vai para uma prateleira arejada. Com exceção da ordenha, todo o ritual acontece na chamada “casa de queijo”. A maioria dos fazendeiros vende a produção para intermediários conhecidos como queijeiros. Uma pequena parte é consumida na própria região. Ultimamente, vários produtores fazem também vendas diretas aos turistas, oferecendo melhores preços. Produção e distribuição O queijo canastra é um produto de origem controlada. Podendo ser produzido apenas na região da Serra da Canastra. Até meados de 2013 o queijo Canastra era consumido unicamente no estado de Minas Gerais, sendo proibida a sua distribuição para outras unidades da federação. Somente a partir da segunda metade de 2013 é que obteve autorização para ser distribuído para todo Brasil   Segundo dados do Ministério da Agricultura, metade de todo o queijo consumido no Brasil sai de Minas Gerais. Os quatro tipos principais são, por volume de produção: o Frescal, o Minas, o do Serro e o da Canastra. Em 2012 o Queijo Canastra recebeu do Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI o selo de indicação geográfica, para que o consumidor tenha a certeza de estar apreciando uma iguaria realmente produzida na Serra da Canastra.
Criado em 1972 para preservar a nascente do Rio São Francisco, tem paisagens exuberantes onde predominam os Campos de Altitude e o Cerrado. É obrigatório contratar guia para a travessia entre a parte alta e a baixa da Casca d’Anta, única queda dentro da área de preservação. No entanto, o acesso é complicado para a maioria das atrações – a companhia de um monitor torna os passeios mais seguros. Vale lembrar que no pequeno Centro de Visitantes não é possível contratar guias. Com um pouco de sorte, é possível encontrar belos animais no parque: veado campeiro, tamanduás-bandeiras, lobos-guarás e tatus-canastra. Acesso:  O caminho mais usado é a MG-341, via Piumhi. São 58 km até São Roque de Minas e mais 7 km até a Portaria São Roque, a principal do parque. Além dela, há outras três portarias: no município de Sacramento, no distrito de São João Batista e no acesso à parte baixa da Casca d’Anta, em São José do Barreiro. Entre as portarias São Roque e Sacramento, por dentro do parque, são 70 km de estrada ruim, que alterna trechos de terra e pedras. As cidades mais próximas da portaria Sacramento são a própria Sacramento (79 km) e Delfinópolis (84 km), ambas com acesso por estradas de terra. Para quem chega de Araxá, a portaria mais próxima é a São João Batista. Melhor época:  As estradas tendem a piorar de novembro a março, época de chuvas. Nesse período, pode haver trechos intransitáveis para veículos de passeio. Informe-se antes de ir. Informações: Instituto Chico Mendes, 3433-1326 (São Roque de Minas). O parque funciona entre 8h e 18h, com entrada até 16h. R$ 7,50
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